12 de ago de 2013

Ser Pai

Ao nascer o primeiro filho, um homem se sente feliz.
Feliz com o Novo dever instintivo que ao mesmo tempo é intimidador. Logo o Novo dever se torna um prazeroso dever, porém cansativo.

Não demora muito e o filho vai se desenvolvendo e então começa a corresponder aos pais. Sem saber como, aquele dever se transforma em algo "interessantemente" prazeroso.

O dever então vai sumindo e fica o somente aquele prazer de se interessar por ele. Por quem?
Por aquele que agora você não se intimida mais em chamar de filho.

O cansaço? Ah... É um detalhe real, mas nada importante...

O interesse por ele, agora te faz educá-lo quando desobedece... É, e isto dói. Dói porque o prazer de estar com o seu filho se tornou em algo novo e diferente, um algo mais. É quase indescritível o que você sente por aquele companheirinho.

Um determinado dia você percebe que ao ver seu filho você não encontra mais nele um mero instinto, ou um dever, nem um interesse pessoal; muito menos um prazer egoísta. Somente aquela nova parte, que "dói", que sente falta, e que é sensível permanece.

Então você descobre o que realmente é o amor de um pai. 

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