26 de dez de 2013

Incoerência

"...porque meu povo se perde por falta de conhecimento..."
Oséias 4:6
"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução"
Provérbios 1:7-8

A palavra 'conhecimento' do primeiro versículo citado é do original hebraico "dahath"(transliteração), e é a mesma usada no versículo de Provérbios para 'sabedoria'.

Portanto podemos ligar os dois versículos e entender que o conhecimento que nos dá luz para não cair na corrida que nos foi proposta (vida cristã), na verdade não é um conhecimento lógico e humano, nem linear e com o "preto no branco", mas é uma sabedoria divina que se inicia no temor do Senhor.
Toda prática e decisão de nossa vida precisa ser resultados de ouvir do Espírito Santo.

Sabendo disso gostaria de escrever sobre um tema recorrente na história da igreja que sempre ressurge no final do ano quando se comemora o Natal.

Agora que ele já passou, talvez seja mais confortável "levantar a lebre".
O fato é que muitos cristãos não sabem bem como se comportar diante dos perigos do paganismo que obviamente entraram na comemoração do nascimento de Jesus. Entre tantos aspectos devo citar o principal: o consumismo. Porém há outros como os símbolos polêmicos: papai Noel, árvore de Natal, guilanda etc...

Pra começar a conversa a Data já é um problema (hehehe), mas a questão que gostaria de ressaltar não é focada em nenhuma dessas críticas comuns, mas no assunto em geral.

Este assunto precisa ser repensado por todos os Cristãos. 
Não é um assunto novíssimo, e já tem adeptos para esta purificação há muitos anos, portanto precisa ser considerado sim.

Lembre-se que sempre Deus fala à uma minoria desprezada: José, Elias, João Batista. Até Cristo foi minoria!

Muitos podem retrucar dizendo que não há necessidade de purificar nada porque a simbologia não exclui a fé e além do mais, está tudo tão errado... E justificativas não vão faltar, eu sei.

Como somos irmãos em Cristo, gostaria de usar minha liberdade fraternal e dar minha contribuição à resolução desta questão com alguns aspectos práticos:

1 -  Você deve obedecer a voz de Deus para viver e tomar suas decisões. Ouça de Deus;
2 - Deus nunca é incoerente à sua Palavra;
3 - Se você não pára para orar, ouvir de Deus, e Ler a Palavra regularmente, duvide seriamente de suas convicções;
4 - Se suas decisões não visam dar glória ao Filho de Deus, mas satisfação pessoal ou a outras pessoas, você está errado;
5 - Se você tem buscado a Deus, e há um peso em seu coração a respeito de mudar algumas práticas, procure saber que provavelmente Deus está falando com outros próximo de você a mesma coisa. Converse mais e ponha em prática. Deus se move no Corpo de Cristo.
6 - Se você é casado, aja em comum acordo. Se você tem convicção de que algo precisa mudar, ore pedindo intervenção divina e de passos com sabedoria que vem de Deus.

Então você pode perguntar: Ok, mas qual a diferença entre montar ou não uma árvore de Natal em casa? Qual a diferença entre cantar ' Rá Tim Bum' no aniversário do meu filho? Entre tantas questões...

A resposta está no fruto desta prática. 

Para o que isto te leva?
Nada neste mundo é neutro, ou para edificação ou para destruição.

Na minha opinião, uma árvore de Natal em casa não serve para me levar mais para perto de Cristo (que aliás, está vivo, ok?), muito menos para meu filho, e só estimula o consumismo desenfreado deste século.
Agora imagine você tentando evangelizar um muçulmano dizendo que aquela árvore e esse monte de propaganda com um suposto Noel, não tem nada a ver com a história de Jesus, mas ao mesmo tempo você engole tudo? Isto é uma completa incoerência. 

Cantar 'Rá Tim Bum', pra mim é como discutir erro de português: Pode estar escrito errado, mas não muda o sentido da frase. Se no contexto da comunidade de onde eu vivo isto não tem significado negativo, não há problema em cantar.
Desde que parei para pensar no assunto, considero aquilo como uma Onomatopéia de fogos de artifício (figura de retórica que consiste na imitação aproximada entre o som).

Há também outros assuntos, situações ou partes da nossa vida em que simplesmente ainda não deixamos Deus tocar e assim vamos vivendo no embalo do mundão.

Como já disse acima, precisamos separar tempo para aprender a ouvir de Deus porque no livro do profeta Oséias Deus mesmo diz que perecemos por falta da sabedoria d'Ele.
Nossa ruína (Cristianismo geral) está na falta de conhecermos o Jesus que está vivo e mal é lembrado no Natal.

Vamos ouvir d'Ele?


27 de set de 2013

Mães nunca estão sozinhas quando estão sozinhas

Se tornar mãe muda tudo. Tem tanta coisa que não te contam quando você preenche os papéis de alta da maternidade. É claro que te preparam para coisas como amamentar, trocar fralda, e higiene em geral. Mas não te dizem quão exausta você se sentirá nos primeiros dias, ou quão incerta você ficará sobre suas habilidades de mãe, ou quão solitária você se sentirá quando todos os seus dias de repente parecerem iguais. 
A maternidade é a experiência mais maravilhosa. Mas também é algo que isola. Você pode passar rapidamente de uma vida social viva para alguém que fica em casa até três dias sem trocar de roupa. 
Todas entendem que a maternidade muda a gente. Mas nem todas estão preparadas para como será essa mudança. 

Propósito da solidão 
É difícil ver um plano para as nossas circunstâncias quando elas estão embaçadas pelas birras, vômitos e outras realidades relacionadas à maternidade. Mas isso não nega que uma mão soberana guie tudo isso. Nos dias cansativos de ser mãe, pode geralmente parecer que a solidão que sentimos seja apenas a cobertura de um bolo amargo. 

Elisabeth Elliot diz sobre nossa solidão:
"Solidão é um tipo de morte que a maioria aprende mais cedo ou mais tarde.  Longe de ser algo mal pra nós, um impedimento para o crescimento espiritual, pode ser o significado de um desabrochar espiritual até aqui encoberto. O completo desabrochar da rosa, seu sucesso, depende continuamente de morrer e viver de novo. Na economia de Deus, não importa se Ele esteja fazendo uma rosa ou a alma humana, nada vem do nada. As perdas são o caminho para os ganhos".

Assim como muitas outras coisas difíceis que enfrentamos na vida cristã, a solidão é parte do plano amoroso de Deus de trabalhar em todas as coisas para o nosso bem (Rom 8:28). Então os dias em que a única pessoa com quem você conversa é seu bebê que fala só frases de duas palavras ou balbucia algo que você não compreende, não são uma perda pra Deus ou pra você. Está sendo preparado pra você um peso de gloria além de qualquer comparação(2 Co4:17). 

Essa morte diária para nós mesmas não é exclusiva da maternidade. Como cristãs somos chamadas a morrer para nossa própria gloria e desejos todos os dias. A solidão do filho de Deus e morte dolorosa assegura nossa vida. Então cada pequena morte para nossos próprios desejos na jornada da maternidade, permite-nos compartilhar do sofrimento de Cristo(1 Pe 4:13). Nossa morte para a interação social e outras coisas no nosso dia significa vida para nossos filhos. E nunca é em vão. 

Esperança para a solitária 
No papel parece nobre dizer que nós estamos morrendo diariamente pelos nossos filhos. Mas não parece tão maravilhoso quando eles choram e nos chamam antes do sol nascer. Ou quando nós temos que perder outro domingo na Igreja porque nosso filho está doente ou precisa de nós no berçário. Nesses momentos nós geralmente não nos importamos se a nossa solidão significa vida pro nosso filho. Nós só queremos conversar com nossas amigas pra variar. Graças a Deus podemos confiar em algo maior que nossos fracos esforços para suportar tal solidão. 
Cristo esteve só para que nós não precisássemos estar sós. E Ele assegurou que mesmo quando respondermos à nossa solidão de maneira pecaminosa, Ele nos concederá graça para nos arrependermos e respondermos de maneira melhor da próxima vez. Até mesmo nos dias mais solitários, quando tudo que você faz é alimentar, limpar e segurar um bebê que nem sabe ao certo que você está lá, você não está sozinha. A solidão que você sente pode ser engolida pela maravilhosa realidade que Cristo nunca sai do seu lado. Ele é nosso conforto quando estamos chorando quase tanto quanto nosso bebê com cólica. Ele é nossa força quando sentimos que não conseguiremos levantar da cama pra amamentar no meio da noite. Ele nos levanta quando caímos exaustas no sofá após outro longo dia de cuidados com nossos pequenos. Ele é a nossa justiça quando falhamos com nossos filhos num momento de frustração por privação de sono. 
Tenho aprendido em apenas poucos meses de maternidade que eu não posso levar ninguém a pensar enganosamente que tenho tudo  isso junto. Também tenho aprendido que mesmo na minha fraqueza, eu sou sustentada pelas mãos amorosas do meu Pai Celestial. Ele estabeleceu esses longos dias para o meu bem e finalmente meu gozo. 

Sim a maternidade é trabalho duro. É trabalho solitário. É um trabalho que nem sempre rende resultados para todo o investimento. Mas é um trabalho como o de Cristo. Todos os dias que morremos para nós mesmas seja pela falta de sono, tempo ou interação social, nós estamos tomando a forma de servas no espírito de Cristo (Fil 2:7). E isso é lindo para Deus. 

Filhos são um precioso presente. Não há nada mais maravilhoso que contemplar a vida de Deus criada dentro de você (ou dentro de outra pessoa). Os longos dias que passamos cuidando de nossos filhos têm significado eterno e um dia, esse é o desejo de Deus, colheremos as muitas recompensas. Até lá, vamos batalhar. Esperar. E clamar ao único que verdadeiramente entende o que significa dar a vida aos Seus. 

Por Courtney Reissig
Tradução de Késia Bisson


Courtney é casada com Daniel e moram em Little Rock, Arkansas - USA, onde Daniel ajuda a implantar uma Igreja Batista.
Seu Blog é http://cdtarter.blogspot.com.br/

Fonte: The Gospel Coalition http://thegospelcoalition.org/blogs/tgc/2013/09/26/mothers-are-never-alone-when-alone/

Tradução: Késia F. Bisson

12 de ago de 2013

Ser Pai

Ao nascer o primeiro filho, um homem se sente feliz.
Feliz com o Novo dever instintivo que ao mesmo tempo é intimidador. Logo o Novo dever se torna um prazeroso dever, porém cansativo.

Não demora muito e o filho vai se desenvolvendo e então começa a corresponder aos pais. Sem saber como, aquele dever se transforma em algo "interessantemente" prazeroso.

O dever então vai sumindo e fica o somente aquele prazer de se interessar por ele. Por quem?
Por aquele que agora você não se intimida mais em chamar de filho.

O cansaço? Ah... É um detalhe real, mas nada importante...

O interesse por ele, agora te faz educá-lo quando desobedece... É, e isto dói. Dói porque o prazer de estar com o seu filho se tornou em algo novo e diferente, um algo mais. É quase indescritível o que você sente por aquele companheirinho.

Um determinado dia você percebe que ao ver seu filho você não encontra mais nele um mero instinto, ou um dever, nem um interesse pessoal; muito menos um prazer egoísta. Somente aquela nova parte, que "dói", que sente falta, e que é sensível permanece.

Então você descobre o que realmente é o amor de um pai. 

26 de abr de 2013

Esperar pela ajuda de Deus

"Esperei com paciência pela ajuda de Deus, o Senhor. Ele me escutou e ouviu o meu pedido de socorro. Tirou-me de uma cova perigosa, de um poço de lama. Ele me pôs seguro em cima de uma rocha e firmou os meus passos" (Salmos 40:1, 2 NTLH)

"Esperei pela ajuda de Deus" - o que Deus tem de fazer antes de me socorrer?

É interessante como o salmista coloca seu ponto de vista, e assim reflete nossos sentimentos e nos ajuda a expor nossa vida em oração.
Mas o fato de Deus esperar algo é interessante.
Deus esperaria o que? Creio que ele nos espera entender que no meio do nosso caminho há covas e poços de lama. Por isso o salmista coloca a descrição de onde ele estava somente depois de dizer que ele esperou em Deus.

Por experiência própria, sei que em nossas vidas cristãs caminhamos quase sempre com boa vontade, mesmo que estejam misturadas a sentimentos e intenções erradas e egoístas.
Porém neste nosso caminho humano, cheio de mistura, nós andamos com pouca luz, com pouco entendimento da vida em Cristo, com muito pouco do real entendimento que só obteríamos ao enxergar nossa própria situação de um ponto de vista mais claro, mais alta, que é visão de cima - da altura do Pai.

Deus sabe que no meio do nosso caminho há armadilhas que nos travam e não nos deixam progredir para o alvo, então pedimos socorro porque percebemos que algo está errado. Mas o que seria?
- "Deus, me tire daqui!" "Rápido, preciso continuar";

Então Deus demora em nos socorrer propositalmente.

Então quando começamos a enxergar onde realmente estamos, reconhecemos que a dificuldade foi gerada por nossa escolha. O caminho de Deus não era bem esse. Então nos rendemos a Deus pai que com muito amor nos tira da lama vagarosamente, nos limpa, agacha e diz:
-"Entendeu onde você estava? Entendeu sua condição? Então vamos voltar para o caminho que tenho para andarmos. Não saia de perto, ok?"

Confiar em Deus quando estamos atolados não é fácil, mas isto é esperar com paciência pela ajuda de Deus.
Como crianças, que com suas mentes imaturas, não conseguem entender que a culpa do choque que levou na tomada é delas mesmas, nós também vamos levar uns choques. Nós precisamos de tempo para crescer e ganhar uma mente mais madura.

Por isso que "... o Amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor nunca falha" (1Coríntios 13:7, 8 ARC).

Confiar no Amor do pai é algo que precisamos conceber melhor.

12 de abr de 2013

A Lei e Graça do Verdadeiro Pai


"E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.

Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim.

E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? " - Gênesis 3:6-9

"E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" - João 19:30

Alguém já se perguntou por que razão o Senhor Deus, tão Amoroso e Onisciente colocaria no meio do Jardim do Édem a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, e depois proibiria o homem de comer dela? Será que Ele não sabia que aquilo se tornaria uma tentação? Será que Deus queria que Adão pecasse? Como que é isso? Por que a Lei que proibia de comer da árvore? Deus é um Pai gracioso ou um sádico?

Bem, eu já fiz estas perguntas, e acho que são importantes para desvendarmos as mentiras do diabo que circundam nossas vidas e o nosso relacionamento com Deus.
Não quero entrar especificamente em discussões teológicas a este respeito, mas para responder a estas perguntas gostaria de lembrá-lo de uma outra história que Jesus contou e encontrar ali algumas respostas.

A História é a do Filho Pródigo (Lucas 15.11-32) - A História de um filho que queria algo, algo de valor, algo bom e que certamente herdaria do pai, por direito, mas ele o exigiu em um momento errado, num momento em que a maturidade ainda não havia sido gerada nele. Sem maturidade aquela herança não lhe troxe nenhum dos benefício esperados. E pior do que isto, aquela herança lhe trouxe destruição. Ele ficou em uma condição pior do que a inicial.
Note que a condição inicial do rapaz não era ruim, e o que ele desejou não era algo errado, nem indesejável, mas era inviável e maléfico obter a herança do Pai antes da hora. Ele desprezou a bondade do pai e vida com ele - o que é muito estranho, não? Pensem: Não parece que alguém falou mal do pai dele?

O que me parece é que o rapaz desconfiou que poderia perder a herança, ou ainda que o Pai não seria pai suficiente para dar tudo aquilo e não permitiria que seu filho usufruísse daquelas posses. Ele desconfiou do caráter de pai do seu próprio pai! Loucura?
Como desconfiar do pai? Como algo assim chegaria à mente de um jovem gerado com tanto amor e cuidado? Alguém lhe jogou desconfiança contra o pai, possivelmente.
Sim, podemos supor que o filho pródigo desejou algo antes da hora por desconfiar que poderia perder tudo aquilo. Ele desconfiou do próprio Pai, que triste.

Vamos prosseguir na parábola e relembrar o que aconteceu com este rapaz: Por não ter maturidade para lidar com tantas posses e dinheiro, ele esbanjou tudo o que recebeu numa terra distante, e por fim ficou sem nada e sem ninguém. Ele acabou na mão de um outro "senhor" passando fome, desejando "bolotas" da ração de porcos.
Em um destes terríveis dias o filho lembrou que até os servos do seu pai tinham uma vida melhor do que aquela que ele estava vivenciando. Então pensou que se o seu pai lhe recebesse como servo, pelo menos ele teria o que comer, já que seus direitos de filho haviam sido perdidos por seu ato de imaturidade e desconfiança. Houve aqui um arrependimento, mas a desconfiança do amor do pai permaneceu, pensando que seu pai o trataria como um servo, e o amor de pai para filho sumiria.
Conseguem perceber que o problema é a falta de confiança? Percebem que é não entender o que é Amor?

Ao voltar para casa, a surpresa do rapaz foi ver seu Pai o recebendo na maior alegria e como Filho, anunciando para toda a casa que haveria muita festa com um Novilho cevado à mesa.
Seu irmão mais velho, que permaneceu em casa, viveu ali ao lado do pai todo este tempo sem usufruir do que sempre estava à sua disposição: um Novilho para colocar à mesa e muita alegria.

No fim, o que podemos concluir? Recentemente tenho visto que ambos os filhos desconfiaram do Pai.
Podemos interpretar esta parábola da seguinte forma: o filho pródigo é a humanidade de forma geral, e seu irmão mais velho é todo o povo de Deus.
A Humanidade, os filhos de Adão, e próprio povo de Deus têm carregado este fardo de não confiar em Deus e desconfiar de seu amor.

É neste contexto que quero expor minha visão para as respostas das perguntas do início do texto. 
Deus colocou a Árvore do conhecimento do Bem e do Mal lá no meio do Jardim do Édem porque ela era a nossa herança juntamente com a Árvore da Vida.

O Plano de Deus era, e é ainda, ter homens à sua Imagem e Semelhança, ou seja, filhos! - Gn 1:26
Galatas 4:1 explica o que Deus queria com Adão e Eva - "o tempo que o herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo" - Haveria um tempo para Deus permitir que comêssemos da árvore e completássemos o "Ser igual a Deus" (Gn 3.22). Enquanto ainda jovens e inexperientes, o homem resolveu acatar a ideia maligna de que Deus estava guardando para si o fruto da árvore! Deus não é sádico, instigando a morte - "Desejaria Eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS" - Ez 18:23

A maior mentira do mundo é recheada de verdades. Em Gn 3.15 a Serpente afirma uma verdade: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" - Gênesis 3:5
A Cobra mentiu aqui? Não, mas disse a verdade num contexto errado, insinuando que Deus era mau e sádico. E é essa mentira que carregamos ainda hoje em nossas mentes. A Serpente nos fez desconfiar de nosso Pai, ela insinuou o mal - ela sussurrou a maior mentira do universo e nós acreditamos.

Isto fez com que nossos pais, Adão e Eva pecassem. E o pecado nos afastou de Deus.
Porém Deus não se afastou de nós! Lembre-se que logo depois do Pecado de Adão e Eva, Deus veio visitá-los na hora marcada (a viração do dia) e ficou ali "procurando" seus filhos no meio do Jardim.

Agora me diga - E Deus não sabia o que tinha acontecido? Claro que sabia! Mas Ele não é Santo!?!! Como Ele aguentou ficar perto do pecado!!!
Hehehe, esta é a continuação da mesma mentira da cobra. Acredite, Deus não tem problema com o pecado. Sim, é isso mesmo - Ele já havia planejado o sacrifício perfeito de seu Filho Jesus.

Deus não tolera o pecado, detesta, porque sabe que são "bolotas de porcos", sabe que nos fazem mal. A cobra é que nos diz que "pecado é algo bom, mas proibido".
Não! Pecado não é bom, só faz mal. E Deus só não queria que Adão e Eva comessem da Árvore do conhecimento do Bem e do Mal, porque era algo muito poderoso e forte para algum ser imaturo lidar - até hoje não sabemos lidar com este conhecimento. Por isso Deus Criou esta única Lei, até que se cumprisse o tempo para nos permitir participar da árvore.

A árvore estava ali, na frente deles porque era a nossa herança, seria um próximo passo no desenvolvimento dos filhos de Deus.
E Deus deu a livre escolha para eles obedecerem ou não, justamente porque para ser filho de Deus, a obediência deve ser por amor, de boa vontade. Esses são os atributos dos filhos de Deus.

Podemos resumir tudo isso no fato de que nossa herança foi comida antes da hora, e isto nos trouxe o mal e a morte. Deus então, sabendo das consequências, não nos podia deixar comer da Árvore da Vida, enquanto não resolvesse estes problemas, caso contrário nossa condição seria irreversível. Foi então que ele nos tirou no Édem, fechou as portas e prometeu trazer alguém na descendência de Eva que destruiria a cabeça da serpente que é o pai desta grande mentira (Gn 3.15).

Aqui entra o sacrifício perfeito de Jesus, o cumprimento da promessa de Gn 3.15 são as palavra de Jesus na Cruz: "Está consumado" - O Preço do pecado, a morte, foi paga por alguém justo. E que por ser justo pôde tomar as chaves do inferno! Estamos livres para voltar para casa! Lembra do Novilho à mesa do pai do filho Pródigo? O Novilho sempre esteve lá, este sempre foi o plano de Deus. Isto é a Graça do verdadeiro Pai.

Mas infelizmente nós continuamos a pensar que precisamos de nossa justiça para nos achegar a Deus. Continuamos a pensar que precisamos pagar de volta algo para Deus, e acabamos como o filho mais velho, que nunca usufrui do Amor do Pai. Como cristãos precisamos nos desprender deste fardo e aceitar a Graça do Pai. Precisamos entender e aceitar o Amor do Pai.

A Lei nunca veio para resolver nosso problema de relacionamento com Deus. Ela é necessária porque nos ensina os caminhos da vida e a justiça divina (Gl 3.23-26) ela gera o arrependimento que o filho pródigo sentiu no meio dos porcos. Ela aponta para o alvo, mas nós não conseguimos gerar a justiça, nunca.
Se realmente somos sinceros, vamos admitir que não conseguimos cumpri-la perfeitamente desde a profundidade de nosso coração, e mesmo que conseguíssemos cumprir a Lei de Moisés, ela não nos aperfeiçoaria para alcançar a Vida Eterna (Hb 7.19).

É este o enrosco que vivemos hoje. De certa forma ainda sofremos porque somos imaturos espiritualmente. A decisão de Adão e Eva foi optar pelo caminho mais doloroso possível, mas o que precisamos nos lembrar é que Deus nos ama, e Ele mesmo resolveu o problema do pecado para que possamos voltar para a casa do Pai para sermos filhos de verdade que confiam no amor do pai.
Agora a pergunta é: Vamos deixar a mentira da serpente ecoar? Vamos continuar desconfiando?
Precisamos aprender o que é o Amor, porque Deus é Amor.

Como Adão e Eva entregaram a autoridade de suas vidas à voz de Satanás, toda a humanidade e a criação estão debaixo da escravidão do diabo.
Se amamos a Deus e desejamos que seu Reino, sua Casa, aqui se estabeleça, nós vamos confiar no Sacrifício completo de Jesus e vamos voltar para o abraço do Pai, entregando a autoridade de nossa vida e do mundo de volta pra Ele.
Há uma comunhão verdadeira onde Ele pode nos moldar e mudar, trocar nossas roupas, e nos dar dignidade para participar de seu Grande Banquete. Não por justiça própria, mas por causa do Amor de um Pai incrível que chama todos os filhos para uma linda refeição em família.

Esta ausência de justiça própria nos ajuda a amarmos o próximo e também explica como é possível alguém chegar a orar por seus inimigos como Estêvão o fez: "E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu" - Atos 7:60 

Apesar de toda Turbulência, Deus vai cumprir seu grande propósito! Vamos corresponder ao convite?